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Curiosidades | Psicologia

A importância da resiliência no ambiente organizacional

Por Tabata Cardoso

No ambiente organizacional, cada vez mais é cobrado dos funcionários, líderes e gestores flexibilidade e adaptabilidade para lidar com as mudanças e exigências da empresa. Nesse contexto, capacidades como adaptação positiva a mudanças, controle emocional para não deixar ser influenciado negativamente pelo estresse, empatia, sociabilidade e valores positivos para permitir um bom relacionamento com os colegas de trabalho e chefias, dentre outras características, são essenciais para o sucesso e crescimento profissional.

Diversos pesquisadores, dentre eles Cardoso e Martins (2013), Melillo (2005) e Valdebenito, Loizo e García (2007), chamaram tais capacidades de pilares da resiliência, pois são características que dão sustentação às pessoas para enfrentarem e ultrapassarem uma situação adversa e ainda saírem fortalecidas após o período de sofrimento. Esse processo é o que define a resiliência.

Resiliência consiste na capacidade dos seres humanos de superar as adversidades da vida e, além disso, saírem fortalecidos após uma situação-problema (Melillo, 2008).

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As constantes mudanças decorrentes do mundo globalizado criam diversas situações, como por exemplo, pressão por cumprimento de metas, aumento da responsabilidade, competitividade, estresse e desafios dentro das empresas. Além disso, existem outros fatores como a falta de tempo para a família, falta de apoio de colegas e chefias, falta de autonomia nas atividades, cortes de funcionários e até mesmo assédio moral, que geram medo e insegurança, podendo levar o indivíduo a quadros mais graves, como depressão, fobias, dentre outras patologias.

Nesse contexto, é possível enxergar a empresa como um verdadeiro campo de batalha, o que remete ao início dos estudos sobre resiliência como comportamento humano.

 

Após a Segunda Guerra Mundial surgiu-se o seguinte questionamento:

“Por que alguns soldados conseguiam superar os anos vividos nos campos de batalha de forma sadia enquanto que outros desenvolviam transtornos psicológicos?”

 

Aqueles que, naturalmente, lutaram para enfrentar as dificuldades e que se fortaleceram ao passo que superaram cada obstáculo vivenciado, foram chamados de resilientes. Pesquisas apontaram que essas pessoas possuem comportamentos que as permitem vencer os desafios. Tais condutas podem ser medidas e a boa notícia é que podem ser promovidas.

Algumas organizações conscientes da importância que tem a promoção da resiliência de seus colaboradores já possuem programas de desenvolvimento dessa competência, sabendo que o investimento resultará em um quadro de funcionários mais sadio psicologicamente, cooperativo e capaz de enxergar oportunidades de crescimento a cada mudança e dificuldade enfrentada. A seguir, serão listadas algumas dicas para o desenvolvimento de alguns pilares da resiliência:

  •  Acredite que é capaz de fazer e de apreender;
  •  Use do bom humor para relevar uma situação desagradável;
  •  Considere que as mudanças são oportunidades de crescimento;
  •  Estabeleça laços de amizade, dentro e/ou fora da empresa;
  •  Troque experiências com os colegas;
  •  Reflita sobre essas dicas e sobre outras que aprender pelo caminho.

Como a resiliência é uma característica que pode ser medida (Grotberg, 2005), já é possível encontrar alguns instrumentos para este fim. Um deles, já disponível no mercado, é a Escala dos Pilares da Resiliência (Cardoso & Martins, 2013). Este material permite identificar, entre as características comportamentais que tornam as pessoas capazes de enfrentar com sucesso e flexibilidade as adversidades, aquelas que estão mais e menos fortalecidas.

Referências

  • Cardoso, T., Martins, M. C. F. (2013). Escala dos Pilares da Resiliência – EPR. Manual. São Paulo: Vetor.
  • Grotberg, E. H. (2005). Introdução: novas tendências em resiliência. In A. Melillo, & E. N. S. Ojeda (Orgs.), Resiliência: descobrindo as próprias fortalezas. Porto Alegre: Artmed.
  • Melillo, A. (2005). Prefácio. In: Melillo, A. & Ojeda, E. N. S. (Orgs). Resiliência: descobrindo suas próprias fortalezas (pp. 11-13). Porto Alegre: Artmed.
  • Melillo, A. (2008). Realidad social, psicoanálisis y resiliencia. In A. Melillo, & E. N. S. Ojeda (Orgs.), Resiliencia y subjetividad los ciclos de la vida (pp. 63-76). Buenos Aires: Paidós.
  • Valdebenito, E., Loizo, M. J., & Garcia, O. (2007). Factores de resiliencia en familias de personas detenidas desaparecidas en la dictadura militar 1976-1983 en la Provincia de San Luis. Revista Electrónica Psicología Política, 5(15), 1-13.

Tabata Cardoso
Possui graduação em Psicologia (2007) e especialização em Psicopedagogia (2009) pelo Centro Universitário de Santo André; curso de extensão em Psicometria (2008) pela Universidade Federal do Amazonas; mestrado em Psicologia da Saúde (2013) – Área de concentração: Processos Psicossociais – pela Universidade Metodista de São Paulo. Atualmente é pesquisadora na área de Psicologia na Vetor Editora Psico-Pedagógica. Tem experiência em construção e validação de testes e escalas para avaliação do comportamento e das habilidades humanas. Autora da Escala dos Pilares da Resiliência (EPR) publicada pela Vetor Editora.

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