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Protagonismo como um comportamento individual e empresarial
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Protagonismo como um comportamento individual e empresarial

Protagonista, palavra que nos últimos anos entrou nas conversas do mundo corporativo, muito usada hoje pelos profissionais de Recursos Humanos e de Psicologia Organizacional, quando se refere à qualidade da pessoa que se destaca em qualquer situação ou acontecimento, exercendo um papel mais importante dentre os demais.

Se antes se ouvia falar em valorizar pessoas que demonstravam motivação, características pessoais de liderança, fidelidade ao trabalho, dedicação, hoje, sem abdicar dessas características, fala-se em Protagonismo.

Os empresários e os profissionais de Recursos Humanos buscam talentos que sejam protagonistas. Protagonista no desempenho de seu trabalho, protagonista na sua vida, na sua carreira, no seu desenvolvimento, na família, nos grupos e nas relações sociais que possuem. Ser protagonista é exercer um papel de destaque e se fazer presente como responsável pelos principais feitos da organização/setor/relacionamentos. É ter um papel importante e significativo nos grupos onde atua.

É uma característica que pode ser desenvolvida, desde que se incentive ações de vanguarda, em que sejam identificados e combatidos os riscos que a travam e levam o indivíduo a atuar em segundo plano.

No mundo organizacional de agora, em que a disputa por espaço, a chegada de novas tecnologias e metodologias de trabalho e o grande feito de ontem está hoje obsoleto, ser protagonista é estar à frente e garantir seu espaço e crescimento pessoal, profissional e empresarial.

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A palavra Protagonista, termo usado na literatura e no teatro, carrega um profundo significado ético e de ação. Assim, ser protagonista é ter em suas mãos uma ação pensada, agir com base em pressupostos e valores.

NO INDIVÍDUO

Trata-se, então, de um elemento, um indivíduo, um profissional que ganha importância e protagonismo pelas ações realizadas por ele, para ele ou sobre ele. Mas esse ganho não é so individual, pois a organização onde o protagonista está inserido, onde presta seu trabalho, usufrui, e muito, dessa sua capacidade e iniciativa.

O comportamento do protagonista destaca-se mais na vida organizacional e no desempenho do trabalho, e é onde também aparecem as principais forças antagônicas que podem bloquer a ação do indivíduo e da equipe protagonista. Tais forças podem estar dentro do próprio indivíduo e são forças que o levam a uma postura e ação de se ver e estar em desvantagem com os demais, estar em segundo plano no roteiro da vida, nas ações de seu grupo de trabalho, a duvidar de si próprio e do caminho escolhido, a desanimar nas horas mais difíceis, perdendo-se no planejamento até o transformar em um indivíduo derrotado.

Além dele próprio, outros atores atuam atrapalhando os planos do protagonista, que são também antagonistas ao seu desempenho, quando se opõem aos seus objetivos, transformando-se num opositor e adversário.

Entender o seu papel – e seu poder – para alcançar seus objetivos é determinante na capacidade de execução e atingimento de resultados. Ver que você é o responsável pelos eventos que acontecem em sua vida é significativo para ser um protagonista. E, ao contrário, ao atribuir responsabilidade a outros do que lhe acontece o afasta de ser um protagonista.

São obstáculos a assumir o papel de protagonista: a insegurança, o pessimismo, a resistência, o medo de se expor, a vitimização, o conformismo e a deconexão. Para enfrentá-los e superá-los, primeiro é necessário identificá-los, discuti-los e refletir sobre sua ação. Estar consciente e agir por vontade e propósito na vida e no trabalho é a chave para ser um protagonista.

NA ORGANIZAÇÃO

Os profissionais de Recursos Humanos e, especialmente, o Psicólogo Organizacional tem um papel fundamental no desenvolvimento dos colaboradores e da área de RH  como protagonistas das organizações.

Nas décadas de 1970-1980, predominava no mercado uma organização paternalista, que tomava conta da carreira das pessoas, prometendo estabilidade e segurança. O importante era lealdade, fidelidade e grande tempo de “casa”.

Nos anos 1990-2000, sob influência da globalização e a explosão da tecnologia, o relacionamento empresa-empregado deixou de ter as características da década anterior e os empregados eram escolhidos por suas competências. A avaliação de ingresso e promoção era determinante para iniciar ou crescer na empresa. Nesse período, a empresa e o empregado buscaram formas de aprimorar suas competências.

Em 2000, associa-se a isso uma compreensão de que a busca de uma maior consciência e conhecimento sobre si mesmo, uma maior clareza sobre suas habilidades e seus pontos fracos e seus interesses vem para o cenário empresarial, passando a ter mais valor o empregado e a empresa engajados nesse processo.

O Psicólogo Organizacional e os profissionais de RH devem ter a atitude de antecipar-se às necessidades dos colaboradores e do negócio e fazer parte dele, ser inovador, trazer soluções e resultados para as organizações e para os empregados e ter uma atitude mais estratégica, ou seja, ser protagonista.

Cabe a esses profissionais criar um ambiente empresarial em que o protagonismo possa se desenvolver, levando as pessoas a adquirir alguns conhecimentos e atitudes necessárias para assumir a responsabilidade e a busca por melhores soluções, desafiar-se constantemente, reclamar menos e fazer mais, querer fazer, pensar livremente, falar e promover ações que gerem resultados para que se sintam preparados e  queiram protagonizar.

Uma empresa com pessoas que são protagonistas nas mais diferentes ações resulta em uma corporação que também é protagonista nos negócios, nas suas atitudes sociais, humanitárias e ambientais, uma companhia comprometida com o desenvolvimento sustentável e de seus colaboradores.

Colaboradores protagonistas fazem empresas protagonistas e a caminho do sucesso!

Autora: Dra. Psic. Maria Júlia Trevizan

 

 

 

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