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A importância da Neuropsicologia na área da Saúde
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A importância da Neuropsicologia na área da Saúde

Entrevista com Marina Rodrigues Alves

 

Qual a importância da Neuropsicologia na área da Saúde?

A Neuropsicologia é a interface da Psicologiacoma Neurologia, assim, na área da Saúde, auxilia no diagnóstico diferencial e na compreensão do funcionamento cognitivo, emocional e funcional do paciente, por meio da avaliação neuropsicológica.

A avaliação neuropsicológica é uma avaliação das funções cognitivas, tais como, memória, linguagem, atenção, função executiva, Habilidade Visoconstrutiva e Visoespaciais, Habilidades Acadêmicas, entre outras, entendendo assim o funcionamento intelectual como um todo.

 

O que é necessário para ser um Neuropsicólogo?

Ter formação na área da saúde e realizar uma especialização em Neuropsicologia. A formação lato sensu varia de um a dois anos.

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Quais são os profissionais que podem atuar na área da Neuropsicologia? O que o Neuropsicólogo faz de diferente dos outros profissionais desta área? Qual é a maior contribuição dele?

Profissionais da área da Saúde, como Psicólogo, Fonoaudiólogo, Terapeuta ocupacional, Pedagogos, Médicos entre outros, podem atuar na área de Neuropsicologia. Desse modo, o que difere o Psicólogo/Neuropsicólogo dos demais profissionais da Saúde que são neuropsicólogos é que existem testes de uso restrito a Psicólogos.

Além disso, a formação em Psicologia oferece a possibilidade de aprofundar a avaliação de traços de personalidade e de comportamento.

 

Quais os instrumentos são necessários para iniciar uma avaliação neuropsicológica? Quais testes não podem faltar em uma avaliação como esta? Justifique.

Um teste que avalie quoeficiente de inteligência, como o WISC IV, WAIS III, WASI, Raven, Son-R, entre outros; testes que avaliam atenção (Trilhas Coloridas, FDT, etc), memória (RAVLT, etc) linguagem (Boston), funções executivas (WCST), habilidades acadêmicas (TDE II), testes projetivos (HTP), entre outros.

Para iniciar uma Avaliação Neuropsicológica, é necessário realizar uma anamnese de qualidade, para conhecer o paciente, sua história pregressa e a principal queixa. Após isso, já é possível determinar os instrumentos e testes que auxiliaram a determinar o perfil neuropsicológico do paciente e assim subsidiar o diagnóstico diferencial.

Editoras conceituadas, cada vez mais, vêm trazendo instrumentos válidos no Brasil para que o profissional Neuropsicólogo possa desempenhar um trabalho de qualidade.

 

Qual preparo o profissional Neuropsicológico deve ter para construir um bom raciocínio clínico neuropsicológico? O que faz a metodologia ser tão importante nesse tipo de avaliação?

A Neuropsicologia é a interface entre o cérebro e o comportamento, sendo assim, é necessário entender as áreas do cérebro e as Funções Cognitivas, entender as Doenças Neurológicas, os Transtornos e seus perfis.

Com isso, é possível auxiliar o médico a fazer um diagnóstico diferencial. No começo da formação, é difícil construir um raciocínio clínico, entretanto, por meio da experiência, supervisão e grupo de estudos, é possível construir um raciocínio clínico efetivo e de qualidade.

 

Quais cuidados o profissional Neuropsicólogo deve ter para uma boa Avaliação Neuropsicológica? Como o seu resultado contribui para a saúde do seu cliente?

A avaliação neuropsicológica tem como principal objetivo identificar as habilidades e dificuldades do paciente avaliado. Com esse resultado, é possível indicar tratamentos e programar uma reabilitação para melhorar a performance do paciente e, assim, promover sua qualidade de vida.

Um dos principais cuidados que o profissional deverá ter para uma avaliação neuropsicológica de qualidade é fazer uma anamnese completa e adequada e saber escolher os instrumentos corretos para realizar uma boa investigação das funções cognitivas. Levar em conta os testes validados pelo SATEPSI e também não esquecer da importância do olhar e escuta clínica.

 

A avaliação é feita apenas por meio dos testes / instrumentos? Quais técnicas além dos testes o profissional pode utilizar?

Além dos testes, é possível utilizar escalas, jogos e brincadeiras lúdicas para auxiliar na construção do raciocínio clínico. Em alguns casos, é necessário indicar a avaliação de outros profissionais multidisciplinares para complementar os achados.
Os testes são importantes, porém o olhar clínico é fundamental para um bom manejo destes instrumentos.

 

Qual o tempo médio para uma Avaliação Neuropsicológica? Este tempo varia conforme a demanda da avaliação? Qual é a demanda mais recorrente para se fazer uma avaliação neuropsicológica?

No caso de crianças, as principais demandas são dificuldades escolares ou atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. No caso de adultos ou idosos, a principal demanda está relacionada a memória, depressão e ansiedade.

Em média, são necessários cinco a seis encontros de uma hora, porém isso depende do quadro clínico do paciente e da sua demanda.

 

Os instrumentos são iguais para todas as idades? O que diferencia as avaliações entre crianças, jovens, adultos e idosos?

Os instrumentos normalmente não são iguais para todas as idades, mas são direcionados a uma faixa etária. Há instrumentos para pré-escolares, crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Em relação à segunda questão, o que diferencia as avaliações são os instrumentos utilizados, pois a maioria tem faixa etária específica, bem como as demandas e queixas de encaminhamento.

 

Qual a diferença entre Avaliação Psicológica da Avaliação Neuropsicológica?

A avaliação Psicológica normalmente tem o objetivo de entender o comportamento e a personalidade do sujeito e o profissional deverá ser obrigatoriamente psicólogo. Na avaliação neuropsicológica, a investigação abrange as funções cognitivas, o funcionamento cognitivo e o
comportamento, e não é uma área exclusiva do Psicólogo, e sim do profissional da Saúde.

 

Mini Currículo Marina Rodrigues Alves – CRP: 06/72668

Mestranda em Ciências da Educação pelo Instituto de Educação e Cultura ARGUS; especialista em Neuropsicologia, Neuroaprendizagem, Psicomotricidade e Cognição; docente na faculdade Anhanguera; coordenadora de grupos de estudo de neuropsicologia na CLINCOG.

 

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