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Diversidade e inclusão, uma breve explanação

por Aline Rodrigues.

Psicóloga, coordenadora de RH e especialista em gestão
de pessoas, desenvolvimento humano e psicologia positiva.

Diversidade

Quando ouvimos falar sobre Diversidade e Inclusão nas empresas , a primeira coisa que vem à mente é o “cumprimento da cota”.

A Lei de Cota para contratação de Pessoa com Deficiência (PCD) foi estabelecida no Brasil em 1991 (Lei de Cotas PCD 8213/91, de 24 de julho de 1991). Esta, assim como as outras Leis de Cota, são ações afirmativas importantes para o estímulo à diversidade, mas está longe de ser o único meio de promovê-la.

Diversidade está, sim, relacionada aos aspectos físicos como ter ou não uma deficiência, além de outras, como cor da pele, cabelos, idade, gênero, etc., além disso, a diversidade está também onde não podemos ver, como a origem familiar, a cultura e a religião.

Mas Diversidade é o mesmo que Inclusão? Será que só o fato de termos pessoas diversas dentro de nossa empresa e em nossa convivência nos dá o título de inclusivo?

Vamos refletir a seguinte cena: promovo um jantar em minha casa e convido muitas pessoas. Com diversos costumes, culturas, cor de pele, gêneros, idade. Ninguém se conhece, mas estão todos no salão de festa da minha residência. Visualmente consigo perceber diferença na forma de se apresentarem, de se vestirem, de se comportarem.

Se eu recepcionar e conversar com todas estas pessoas de forma que todos possam me entender, proporcionar que eles se sintam à vontade, servi-los com o meu jantar sem distinção, porém respeitando a vontade de cada um, apresentá-los uns aos outros, eu estou promovendo um ambiente Diverso e Inclusivo.

Se eu apenas convidá-los e deixá-los permanecer em suas respectivas mesas, sem nenhuma intenção de torná-los “parte” de um mesmo jantar, o meu ambiente será exclusivamente diverso, porém sem nenhuma inclusão.

 

Vamos levar esta cena para dentro das empresas.

Quando nos dispomos a contratar uma equipe diversa, não podemos apenas colocar cada um em sua mesa de trabalho e dizer que fizemos nossa parte. Para sermos inclusivos precisamos conhecer essas pessoas e saber (ou se interessar em saber) sobre suas dificuldades, suas principais competências, suas limitações, suas experiências e, com isso, oferecer um ambiente de respeito, de acolhimento e de equidade de oportunidade e tratamento a todos.

Certamente estão pensando: “Mas isso dá trabalho!”.

Claro que sim!! Se escolhemos liderar ou desenvolvermos pessoas teremos sempre trabalho (e que bom!). E não importa se temos um setor só de pessoas brancas, negras, japonesas ou todos misturados. Sempre teremos diversidade de pensamentos e de histórias (e que bom mais uma vez!).

Todas os nossos negócios são feitos para pessoas. E a melhor forma de entendermos o que é bom para as pessoas é por meio de outras pessoas. Quanto mais diversidade cultural, histórica e física tivermos mais abrangente será nossa estratégia de chegar ao nosso cliente.

Sim, estamos falando de estratégia, de lucratividade, de posicionamento de mercado. Mas, se me permitem dizer, tudo isso, apesar de muito importante, é secundário perto do resgate cultural e do aprimoramento humano que ser inclusivo nos proporciona.

A frase clichê de que “somos todos iguais” nunca sai da moda, mas a grande verdade é que somos todos diferentes… sempre fomos e sempre seremos! Ainda assim é compreensível a dúvida de como abordar e por onde começar. Qual a primeira ação que temos de ter para incluir, uma vez que a diversidade é um fato.

Nesse sentido, indico três regrinhas que nunca falham:

  1. diálogo (pergunte o que faz sentido para a realidade do indivíduo);
  2. respeito (as pessoas pensam diferente e isso não as coloca em situação inferior ou superior);
  3. empatia (trate essa pessoa da forma como ela quer ser tratada).

Por fim, concluo a reflexão de hoje com a citação de Paulo Freire que diz: “É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal maneira que num dado momento a tua fala seja a tua prática”.

Nesse sentido, desejo que um dia possamos falar menos de inclusão nas leis e programas de televisão e possamos praticá-la mais, com a naturalidade e respeito genuíno.

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