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Entrevista: Porte de Arma – com Eduardo Jasson Loureiro Muniz Moita

Psicólogo formado pelo Centro Universitário Santo Agostinho. Atualmente é Presidente do Conselho Regional de Psicologia do Estado do Piauí (CRP-21). Desde 2004, trabalha na área de Psicologia com ênfase em Psicologia do Trânsito e Avaliação Psicológica para Porte de Arma. É mestrando em Saúde Coletiva área em que desenvolve um projeto para avaliação psicológica voltada para questões referentes a acidentes de trânsito.

  1. Quais os requisitos necessários para o psicólogo se tornar apto com vistas a realizar a avaliação do porte de arma?

A Polícia Federal tem um modelo, esse modelo é padronizado no Brasil inteiro. Como a Polícia Federal tem uma sede única, ela dispara a normativa e as regras para as Delegacias de Segurança Privada e para o Sistema Nacional de Armas (SINARM), com isso, a entrevista aplicada no Piauí é a mesma utilizada no Amazonas, em Pernambuco, em Goiás, é um modelo padrão. A Polícia Federal normatiza, de forma padronizada, os itens a serem avaliados. A escolha do teste é pessoal, mas a avaliação é igual no Brasil inteiro. O psicólogo tem que ter, pelo menos, dois anos de efetivo exercício da profissão, tem que ter uma carga horária de testes psicológicos comprovada, espaço físico com uma quantidade de metros específica, armários com chave. Esses critérios são iguais para todo o Brasil, então isso facilita a questão da avaliação psicológica.

“A Polícia Federal normatiza de forma padronizada os itens a serem avaliados. A escolha do teste é pessoal, mas a avaliação é igual no Brasil inteiro”.

  1. Como o psicólogo pode se capacitar para a aplicação de testes psicológicos exigidos pela Polícia Federal?

Primeiro, cursos oferecidos pelas editoras, faculdades, universidades e capacitações que, às vezes, os Conselhos Regionais e Federais de Psicologia oferecem para os profissionais e grupos de estudo. É muito importante que sejamos científicos naquilo que fazemos, que tenhamos ciência daquilo que estamos aplicando, daquele material que estamos usando. É muito importante a consulta, no mínimo uma vez por mês, ao site do Sistema de Avaliação dos Testes Psicológicos – SATEPSI que é o site do Conselho Federal de Psicologia que tem todos os testes validados, recomendados e não recomendados para aplicação, e que o psicólogo siga sempre os testes recomendados.

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“É muito importante que sejamos científicos naquilo que fazemos, que tenhamos ciência daquilo que estamos aplicando, daquele material que estamos usando”.

  1. Que características referentes aos candidatos são levadas em conta para determinar seu parecer à Polícia Federal?

As atenções, as questões da personalidade, principalmente agressividade, e a memória. Essas são as características básicas que a Polícia Federal tem no seu estatuto, isso é aberto para quem quiser ver, estão no site os itens que estão sendo avaliados. Então a gente tem como modelo, mas os testes que o psicólogo vai utilizar são de sua escolha: o que o psicólogo tem que avaliar é atenção concentrada, a atenção difusa personalidade e memória, está tudo lá e também uma entrevista semiestruturada, entrevista essa que a Polícia Federal já diz qual é.

  1. Como a nova política de porte de arma influencia nas avaliações dos profissionais de psicologia?

Na verdade, o psicólogo não deve sofrer influência de ninguém durante as avaliações. O psicólogo tem um modelo, a gente tem uma constituição técnica do que precisamos avaliar, ele tem todo um arcabouço de ferramentas que são necessárias e obrigatórias. Em qualquer avaliação psicológica, nós não estamos aprovando ou reprovando ninguém, nós estamos vendo a condição daquela pessoa de ter a posse de arma ou de exercer alguma atividade e temos que estar sempre cientes disso. O psicólogo não é vilão de ninguém, ele avalia e tem a capacidade, os instrumentos de avaliar seres humanos para utilizar determinadas funções ou possuir um determinado objeto, no caso a arma de fogo, e que às vezes as pessoas não tem condição. É preciso ter um amadurecimento profissional, técnico e emocional para dar esses resultados a essas pessoas, através de uma entrevista devolutiva que explique a condição daquela pessoa de não portar ou portar a arma de fogo.

“É preciso ter um amadurecimento profissional, técnico e emocional para dar esses resultados a essas pessoas”.

Minicurrículo: Psicólogo formado pelo Centro Universitário Santo Agostinho. Atualmente é Presidente do Conselho Regional de Psicologia do Estado do Piauí (CRP-21). Desde 2004, trabalha na área de Psicologia com ênfase em Psicologia do Trânsito e Avaliação Psicológica para Porte de Arma. É mestrando em Saúde Coletiva área em que desenvolve um projeto para avaliação psicológica voltada para questões referentes a acidentes de trânsito.

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