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Orientação vocacional e orientação de carreira: Entenda as diferenças

por Douglas Silveira Pereira

Imagem com setas desenhadas à giz, apontando para a esquerda e uma seta maior mais à direita apontando para a direita.

Qual a diferença entre orientação vocacional e de carreira?

Semanticamente alguma, na prática talvez não tanto. Pois o termo vocação vem do latim vocare “chamar”, que no contexto da orientação vocacional traz a ideia de tendência interna e inclinação para a realização de algo. Essa perspectiva em sua concepção fornece um olhar que o indivíduo possui internamente uma habilidade para algo, um “chamado” para um determinado tipo de atividade.

No entanto, nos últimos anos tanto a expressão orientação vocacional quanto profissional passaram a perceber o crescimento de uma nova expressão, a orientação de carreira ou gestão de carreira. Provavelmente por conta da evolução da vida profissional, globalização, em que o próprio termo emprego tem cedido cada vez mais espaço para o termo carreira.

Nesse novo cenário profissional, as perguntas não estão mais em torno de qual profissão escolher, mas, sim, de que forma devo conduzir a minha vida profissional, a minha carreira? Na prática, enquanto uma perspectiva parte do pressuposto que existe uma tendência interna do indivíduo para um determinado tipo de atividade, a outra possui por premissa a responsabilidade de escolha do indivíduo quanto ao que ele deseja realizar com as suas habilidades.

A atuação do psicólogo(a) nesse sentido é contribuir ao máximo para que seu cliente faça as melhores escolhas, que ele possa e se sinta satisfeito e realizado com elas. Dessa forma, na minha opinião, se o foco é o cliente, independe o ponto de partida, mas, sim, a condução do processo de orientação.

 

O que difere uma avaliação psicológica de orientação de carreira para uma orientação de carreira com um profissional coach?

Na minha perspectiva, diferem na metodologia e proposta. Pois o coach possui um meta específica elencada pelo cliente, um tempo limite previamente estabelecido para o alcance desse objetivo traçado e o uso majoritário de atividades de autorrelato e ferramentas abertas de assessment, ou seja, recursos para identificação das características pessoais, que em sua grande maioria estão disponíveis on-line sem requerer algum tipo de formação específica do profissional para uso.

O psicólogo, por sua vez, possui também um objetivo a ser trabalhado, mas considera com mais propriedade as variáveis e o contexto que contribuem para esse objetivo, sendo o tempo do processo de orientação flexível e passível de acordo entre profissional e cliente.

Já em relação à metodologia, o psicólogo possui uma enorme quantidade de instrumentos exclusivos, parametrizados, ajustados à realidade brasileira, por faixa etária e gênero para melhor contribuir na identificação das características que se deseja investigar ao longo do processo de orientação.

 

Orientação de carreira pode ser considerada uma Avaliação Psicológica? Justifique.

Na verdade, A avaliação Psicológica pode fazer parte da Orientação de Carreira
quando realizada por um psicólogo. Pois a avaliação psicológica é considerada
como um amplo processo de investigação, que envolve uma série de procedimentos científicos confiáveis de coleta e interpretação de informações, no intuito de conhecer o sujeito e sua necessidade.

 

Quais instrumentos ou técnicas são essenciais para esse tipo de avaliação psicológica (orientação de carreira)?

Entrevista e testes psicológicos. Em geral, testes que avaliem a personalidade e
atividades de interesse do sujeito.

 

Quais as contribuições da Avaliação Psicológica para a sua atuação profissional?

Para o profissional que realiza a avaliação, as contribuições podem ser percebidas na maior propriedade e assunção dos conceitos psicológicos, maior confiança e embasamento científico e segurança de um respaldo técnico e científico para a execução de sua atividade. O profissional pode se utilizar de uma vasta literatura e instrumentos técnicos que forneçam robustez científica à sua atuação.

 

Douglas Silveira Pereira

Doutorando em Educação, Linguagem e Psicologia na Universidade de São Paulo – USP. Mestrado em Psicologia da Educação pela Universidade de São Paulo – USP. MBA em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas – FGV. Pós graduação em Psicologia Positiva pela Universidade Cândido Mendes – UCAM. Especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental pelo Centro de Psicologia Aplicada e Formação – CPAF-RJ. Licenciatura e Bacharelado em Psicologia pela Faculdade de Ciências Médicas e Paramédicas Fluminense – SEFLU.

 

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